O VIII Congresso do Ministério Público do Centro-Oeste foi muito proveitoso para todos os participantes. O evento realizado na Pousada do Rio Quente Resort, na cidade de Rio Quente nos dias 21, 22 e 23 de maio foi uma promoção conjunta das associações do Ministério Público de Goiás (AGMP), do Distrito Federal e Territórios (AMPDFT), do Mato Grosso (AMMP), do Mato-Grosso do Sul (ASMMP) e do Tocantins (ATMP). Durante os três dias do congresso, que teve a coordenação sob a responsabilidade do presidente da AGMP, Lauro Machado Nogueira, integrantes do Ministério Público destacaram a importância da postura dos membros do MP para o futuro da instituição.
Com o tema Do Local ao Regional: Desafios e Rumos para a integração do MP, o congresso alcançou com grande êxito o objetivo de envolver os participantes nas discussões sobre o papel e o futuro da instituição. Diferentes idéias e ações foram propostas, demonstrando que os membros do MP realmente têm interesse em tornar a instituição ainda mais presente no dia-a-dia da sociedade.
Como bem lembrou o presidente da AGMP, o congresso teve por objetivo manter vivo o debate institucional e promover a integração dos membros do MP da região Centro-Oeste, mediante a troca de experiências entre os colegas.Durante o discurso de recepção aos participantes, no dia 21, Lauro garantiu que, passados mais de 20 anos da Constituição de 1988, a instituição não é mais novidade no cenário jurídico-institucional. “Conseguimos afirmar nosso papel, com uma atuação firme, corajosa e questionadora, pautada sempre pelo compromisso com a busca da plena cidadania e do bom uso dos recursos do erário, alcançando significativos avanços, com inegável reconhecimento da população”, disse.
No entanto, Nogueira garantiu que a experiência “nos faz concluir que não podemos nos credenciar para a sociedade somente com o exercício das atribuições como fim em si mesmas pois, em uma visão autocrítica, o senso comum já constata ser necessário apresentar resultados quantitativos e mensuráveis do trabalho desenvolvido”. E isso será possível, na opinião do presidente da AGMP, com diálogo, que une os membros do MP e “nos fortalece”.
Para o procurador-geral de Justiça de Goiás, Eduardo Abdon Moura, o momento é de o MP refletir se o que tem feito até agora é o caminho certo a seguir ou se é necessário mudar esses rumos, pois os sinais são de que essa atuação não tem sido mais suficiente para mudar a realidade brasileira. “Para resultados diferentes e para fazer diferença, precisamos fazer diferente.” Na avaliação de Eduardo Abdon, o MP precisa encontrar alternativas à sua atuação demandista, buscando agir de forma antecipada, preventiva. “O importante para a sociedade é que nossa atuação represente mudanças para melhor”, argumentou.
O presidente da Associação Nacional dos Membros do MP (Conamp), José Carlos Cosenzo, também reiterou, durante a abertura do congresso, a necessidade de integração institucional como caminho para o futuro do MP. “Somente a comunhão de ideias e de ideais pode nos ajudar a repensar nossa história”, afirmou, salientando ser o Congresso do MP do Centro-Oeste uma oportunidade para essa aproximação.
(Assessoria da AGMP)
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